CARLOS SILVA REFERE EM BRAGA QUE A UNIÃO EUROPEIA ESQUECEU-SE DAS PESSOAS...
06.06.2016
Realizou-se em Braga, o encontro setorial da indústria,
promovido pelo Comité Sindical Interregional Galizia-Norte de Portugal. Este
encontro juntou representantes sindicais, empresariais e da administração
pública portugueses e galegos de quatro sectores industriais, nomeadamente o
setor naval, automóvel, têxtil e energia. Este encontro teve como
finalidade analisar a situação atual e perspetivas de futuro para estas áreas
de atividade. É nestes setores que se concentra a mobilidade
transfronteiriça de trabalhadores e empresas.
Carlos Silva, secretário-geral
da UGT, presente neste encontro, referiu que a União Europeia está a valorizar a
vertente económica e a esquecer a sua vertente social. Carlos Silva deixou esta
acusação na sessão de abertura do encontro sectorial da Indústria que o Comité
Sindical Interregional Galiza e Norte de Portugal promoveu em Braga. «Temos uma
governação estritamente económica baseada em padrões financeiros e económicos,
e essa Europa, que hoje tem esta governança, esqueceu-se de um outro pilar
fundamental que foi construído depois da Segunda Guerra Mundial, o pilar
social», disse. Na opinião de Carlos Silva, para a Europa, neste momento, o que
importa é cumprir os rácios e aquilo que está determinado nos tratados,
nomeadamente no que diz respeito à dívida pública, ao controlo das despesas, ao
controlo da fiscalidade e à harmonização fiscal. «É isto que importa. E as
pessoas foram esquecidas. Estão num patamar secundário», disse. Para Carlos
Silva, na realidade importa perceber como é que a Europa olha para os seus
cidadãos, sobretudo para os trabalhadores. «Temos 20 milhões de europeus à
beira da pobreza», salientou. O líder da UGT criticou, por outro lado, a
tendência da União Europeia para tratar o território para cá dos Pirenéus como
um único país. «Eles sabem que há cá dois mas, nomeadamente ao nível da banca,
há uma força centrífuga dentro da União Europeia, mais concretamente a
Alemanha, que quer desviar a força centrífuga da Ibéria para Madrid. Ora, nós
somos portugueses e espanhóis. Os portugueses não podem aceitar uma situação
destas, nomeadamente ao nível da banca», defendeu. As pessoas na Europa foram
esquecidas. Estão num patamar secundário. Por fim, para os trabalhadores que
trabalham no outro lado da fronteira, Carlos Silva revelou que está a ser
discutida uma diretiva que permite aos trabalhadores que vivam num país e se
desloquem para outro tenham que usufruir das melhores condições do país onde
são migrantes. In: Diário do Minho de 4 de junho de 2016, pág 03.
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