XI CONGRESSO DA FNE ELEGE NOVA DIREÇÃO E APROVA PLANO DE AÇÃO ATÉ 2018
18.05.2014

O XI Congresso Nacional da FNE reconduziu
João Dias da Silva como secretário-geral para os próximos 4 anos. Uma reeleição
por maioria absoluta.
Cerca de 500 delegados, reunidos em
Matosinhos, aprovaram duas resoluções. A primeira pelo fim da austeridade, por
políticas de crescimento e emprego, com maioria; a segunda, pelo reforço da Europa social
através da participação nas eleições de 25 de maio, aprovada por
unanimidade. Também o Plano de Ação Sindical para os próximos 4 anos, documento
que provocou uma intensa participação e discussão dos delegados ao congresso,
foi aprovado por unanimidade.
Já reeleito para o próximo quadriénio, João Dias da Silva falou aos
congressistas naquele que foi o discurso de encerramento do XI Congresso
Nacional, onde começou por agradecer a confiança dos delegados para que possa
prosseguir o trabalho como secretário-geral da FNE, enfatizando o facto de
todos saírem desta assembleia magna mais animados em virtude da força que o
congresso produziu.
A pensar nos combates futuros o
secretário-geral da FNE garantiu que a organização vai continuar a constituir
uma âncora de esperança dos trabalhadores da Educação.
O discurso de encerramento serviu ainda
para uma saudação especial ao secretário-geral da UGT, Carlos Silva e à
presidente da UGT, Lucinda Dâmaso pelo apoio e correta interpretação do que são
as orientações que melhor contribuem para a representação dos trabalhadores
portugueses.
FNE defende a harmonização entre escolas e
poder local
As relações entre as escolas e o poder
local não foram esquecidas pelo líder da FNE, com João Dias da Silva a defender
uma alteração do regime de transferência de competências para as autarquias na
área da educação, mostrando-se disponível para contribuir para a solução que
venha a ser encontrada e que integre a exigência de clarificação da
distribuição de competências que devem pertencer ao Município e de competências
que devem pertencer às Escolas, com respeito por aquilo que é a autonomia
profissional dos docentes, pela racionalização de gestão de recursos humanos,
pela agilização de procedimentos para garantir uma escola de qualidade com
equidade.
Quanto ao papel dos sindicatos e para os
próximos 4 anos, o secretário-geral da FNE defende uma articulação entre a
contestação e a participação.” O sindicalismo em que temos de continuar a
apostar é o que, tendo consciência das dificuldades de sucesso para a
intervenção sindical, se posiciona flexivelmente na contestação e na
participação, é o que se afirma pela sua independência e pelo protagonismo
claro que assume na defesa dos Trabalhadores que representa”, afirmou.
Num claro recado para o exterior, o
secretário-geral da FNE manifestou uma posição firma contra mais medidas de
austeridade. “Defendemos claramente o modelo social europeu e por isso
rejeitamos políticas de austeridade que minam a humanização das relações laborais,
a justiça social e a coesão da sociedade e que desresponsabilizam o Estado em
relação à promoção de uma Sociedade mais culta e mais justa”, defendeu.
Carlos Silva da UGT reconhece e valoriza o
papel dos trabalhadores da Educação.
“Eu sou mais um que se junta a vós”, a frase foi atirada no início do discurso
por Carlos Silva na sessão de encerramento do XI Congresso Nacional da FNE. O
líder da UGT valorizou o papel dos professores e dos sindicatos dos
trabalhadores da educação no seio da central sindical e saudou a nova equipa
hoje eleita. “ Eu sou um adepto incondicional da luta dos professores”,
sustentou Carlos Silva para, mais à frente, garantir que a UGT não vai permitir
que os trabalhadores voltem a ser penalizados por este, ou por outros governos,
que se pautem por políticas de empobrecimento. “Se for preciso a UGT sairá para
a rua”, garantiu o secretário-geral da UGT.
O XI Congresso Nacional da FNE terminou
com uma sala a aplaudir a nova equipa que vai liderar os destinos da FNE nos
próximos 4 anos. Mais informações em http://www.fne.pt/index.php
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