UGT ASSINALA O DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS24.11.2016
DESISTIR DAS CRIANÇAS É DESISTIR DO FUTURO! As Nações Unidas adoptaram a Convenção dos Direitos da Criança no dia 20 de Novembro de 1989. Vinte e sete anos depois, mais de 350 milhões de crianças em todo o mundo ainda vivem numa situação de pobreza extrema. No aniversário daquela data, que passou a assinalar o Dia Internacional dos Direitos das Crianças, a UNICEF lembrou que os direitos de milhões de crianças continuam a ser violados todos os dias. Os dados falam por si. Há hoje 385 milhões de crianças que vivem na pobreza extrema e mais de 50 milhões de crianças deslocadas no Mundo devido a guerras, violência e perseguições. Destas, 31 milhões abandonaram os seus países, o que as força frequentemente a quebrar os seus laços familiares, e 17 milhões estão deslocadas dentro do seu próprio país. Em Portugal, que ratificou aquela Convenção a 21 de Setembro de 1990, muito foi feito. Tivemos resultados muito positivos, no que é considerada ainda hoje uma boa prática a nível internacional, na luta contra o trabalho infantil no nosso País, os quais se deveram também ao envolvimento ímpar dos parceiros sociais e da sociedade civil. Mas esta é uma realidade que não está porém ainda hoje totalmente erradicada e que
continua a merecer especial atenção por parte da UGT, tal como não o pode deixar de merecer o fenómeno da pobreza infantil, a qual se agravou de forma alarmante (e invertendo uma tendência que se vinha registando de forma sustentada) em virtude dos últimos anos de políticas de austeridade e dos elevados níveis de desemprego, que tiveram impacto directo no bem-estar das crianças portuguesas ao nível da saúde, da educação e dos apoios sociais às famílias. Com um quarto das crianças portuguesas em risco de pobreza e exclusão (dados Eurostat divulgados em novembro de 2016) devido a uma situação de desemprego dos pais ou pelas quebras nas prestações sociais, devem ser adoptadas medidas de combate efectivo a este fenómeno. 27 anos decorridos sobre a adopção da Convenção dos Direitos da Criança, o que este dados – de outros mas também do nosso País – nos deixam é uma mensagem clara: a UGT, os actores políticos, económicos e sociais, tal como toda a sociedade, não podem demitir-se das suas responsabilidades. Não podemos e não devemos baixar os braços e fechar os olhos se queremos lutar por uma sociedade mais justa e solidária, conforme sempre o tem feito o movimento sindical. Desistir das crianças é desistir do futuro! COMENTÁRIOSNão existem comentários. Seja o primeiro a comentar esta notícia. |
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